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Como você sabe – Crítica

29 abril 2011

How Do You Know – EUA– 2010 – Direção: James L. Brooks – Elenco: Reese Witherspoon, Paul Rudd, Owen Wilson, Jack Nicholson – Duração: 121 minutos – Gênero: Drama – Avaliação: Bosta na cara (que é pior que simplesmente bosta)!

Escrever sobre filme ruim é igual assistí-lo até o final. Você se força.

Se venderem o filme como comédia (mesmo que romântica), não acredite, tá muito mais pra drama (ainda que ruim).

Em resumo, Lisa (Reese Witherspoon) é uma respeitada jogadora de softball que está sofrendo com a chegada de jogadoras mais novas. Ao ser cortada da seleção, entra em crise e se envolve com um famoso jogador de beisebol (interpretado por Owen Wilson).
Em trama paralela, George (Paul Rudd) está sendo acusado de ser o organizador de um golpe financeiro. Após perder o emprego, a noiva e os amigos, se apaixona por Lisa e precisa disputá-la com Matty (o personagem de owen Wilson).

Até dava pra fazer uma comediazinha romântica água com açúcar, que passaria pelas bilheterias sem muitos problemas, mas o diretor James L. Brooks, que é um dos responsáveis pelos Simpsons (sim o desenho animado), perde a mão. Não sei se ele tentou fazer algo mais indie ou se quis fugir da comédia romântica tradicional mas a questão é que acaba fazendo um filme chato e sem identidade.

Com meia hora de película eu já queria desligar, só fui até o final com muita força de vontade.

A história é ruim, os personagens são ruins, os atores são ruins! Só Jack Nicholson, fazendo uma pontinha consegue dar alguma graça quando aparece, mas é bem pouco.

O fracasso nos EUA só corrobora com a minha opinião de que o filme é uma bosta.

Não vá assistir! Finja que nunca ouviu falar desse filme.

DoAssogue, que curte WWE.

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Bruna Surfistinha – Crítica

10 março 2011

título original: Bruna Surfistinha (2011 Brasil)

direção: Marcus Baldini atores: Deborah Secco, Drica Moraes, Fabíula Nascimento, Cristina Lago.

duração: 109 min lançamento:
gênero: Drama (Tenho lá minhas dúvidas)

Avaliação: Passaria facilmente no Cine Privê

Sinopse: Raquel (Deborah Secco) era uma jovem da classe média paulistana, que estudava num colégio tradicional da cidade. Um dia ela tomou uma decisão surpreendente: virar garota de programa. Com o codinome de Bruna Surfistinha, Raquel viveu diversas experiências “profissionais” e ganhou destaque nacional ao contar suas aventuras sexuais e afetivas num blog, que depois acabou virando um livro e tornou-se um best seller.

Quarta-feira de cinzas, um dia morto, apuração do desfile das escolas de samba do Rio a tarde na TV (DEZZZZZZZ, NOOOOOOTA DEEEEEEEZ), sempre tem algo melhor a se fazer, depois de quase uma semana em casa as opções já não são muitas e nem tão boas, de repente me vejo perguntando a mim mesmo, vou fazer o que? E eis que minha esposa, num surto de, sei lá o que, me convida para assistir Bruna Surfistinha.

Confesso que já havia lido o livro e que não esperaria muito do filme, uma vez que a história não valeu tamanha repercursão, mas como era novidade na época do lançamebto do livro, era de se entender tamanha repercussão. Isto posto, tem a questão da protagonista, Deborah Secco, atriz que não circula em meu Top 10 nem por suas qualidades artísticas, nem tampouco por seus outros atributos. Voltando ao filme, bem, o filme por assim dizer, dentro dos padrões “globais” foge um pouco da mesmice, porém a sensação de estar assistindo a mais um capítulo da novela das oito, que começa lá pelas nove e tantas insistia em permanecer na minha cabeça. A atriz até que se esforça, para dar uma, realidade a mais no papel.
O roteiro assim como o filme, é fraco, no que diz respeito a história, visto que tenta justificar de maneira nada convincente a opção de Raquel em ter escolhido esta vida, e no final ainda tenta mostrar que a escolha dela foi uma espécie de auto-conhecimento, e que se não tivesse passado por isto, não teria conseguido o que conseguiu, e chegar aonde chegou (Aonde foi mesmo???????).
O que mais me chamou a atenção, não foi o filme em si, nem tampouco o interesse ou curiosidade de minha esposa querer ver este filme, e sim o fato de no mesmo horário estar sendo exibido o filme daquele “garotinho Bieber” e, eis que numa das partes tidas como uma das mais “quentes” do filme, adentrarem a sala 03 garotas aparentando não ter mais de 12 anos, e que suponho eu, terem comprado os ingressos para o filme do garotinho. Fiquei perplexo, e deixo aqui a minha crítica a rede Megaphodonica de cinemas, pois o filme além de ser impróprio para esta faixa etária , possui “ensinamentos” não tão ortodoxos. Não custaria nada colocar um daqueles pipoqueiros pentelhos na porta da sala pra evitar este tipo de contratempo.

Eniclatot que em um passado distante, surfava nas portas do Trem, entre Engenheiro  Cardoso e Itapeví pra não pagar a passagem.

Deixe-Me Entrar – Crítica

10 março 2011

(Let Me In – EUA 2010)
Direção: Matt Reeves Roteiro: Matt Reeves, John Ajvide Lindqvist Elenco:
Kodi Smit-McPhee, Chloe Moretz, Richard Jenkins, Cara Buono, Elias Koteas
Duração – 116 min. Gênero: Drama / Suspense
Avaliação: Perturbador

Sinopse: A refilmagem que ganhou o nome “Deixe-me Entrar” conta a história de uma menina vampira e de um garoto vítima de “bullying” que é transportada do subúrbio de Estolcomo para uma cidade pacata no Estado americano do Novo México. Se o original “Deixa Ela Entrar” é assustador –e não há dúvidas que esta nova versão ganha em horror.

No longa, o menino Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto solitário, que sofre com as provocações (e agressões físicas) dos colegas de escola. Até que ele conhece a menina Abby, interpretada com maestria por Chloe Moretz, que vive no mesmo prédio, com um homem mais velho. O que Owen não sabe é que este homem comete assassinatos para alimentar a menina com sangue.
Optei em assistir ao filme ao invés do grande desfile das escolas de samba de São Paulo, e acredito que tenha feito um ótimo negócio.Trata se de um filme sem rodeios, onde as situações vão acontecendo num bom ritmo sem ser lento nem rápido demais, porém sem muita explicação, cabendo a quem assiste ir juntando as partes para chegar num consenso, tarefa também não muito difícil pela forma com que a história é narrada.
O enredo é envolvente e instigante, e para quem gosta do gênero, é uma boa pedida uma vez que a figura infantil causa sempre um maior incômodo.Se pudesse resumir todo o filme em uma só palavra, diria que é perturbador, visto que a trama chega a incomodar bastante até o mais insensível dos seres, dentre os elementos apresentados estão a ausências efetiva da figura materna, sempre ausente, e paterna que nada mais é que uma voz ao telefone, mais preocupada em criticar a mãe do garoto e suas crenças do que ajudar ao filho que lhe questiona sobre o a existência do mal. Destaque para o garoto Owen, que consegue ser fiel ao papel e é claro a menina Abby , já conhecida pelo ótimo papel em Kick Ass e que neste filme consegue manter o nível de sua atuação.
Um filme bom desde o começo, que apesar da história vampiresca, tenta demonstrar também o tipo de sociedade que vivemos atualmente , onde a figura da família se faz ausente, deixando cada vez mais vulneráveis aqueles que mais merecem atenção.

Eniclatot que em determinado momento resgatou e identificou a figura da Babá do Muppet Babies ao reparar que a mãe do garoto Owen também não curte muito mostrar o rosto para as cameras.

O Discurso do Rei – Crítica

8 março 2011

The King’s Speech – Inglaterra – 2010 – Direção: Tom Hooper – Elenco: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush, Michael Gambon – Duração: 118 minutos – Gênero: Drama – Avaliação: Muito bom!

Como o LClarindo também já comentou desse, vamos aos meus destaques.

O filme é muito bom, a direção do nem tão conhecido Tom Hooper conta a história com maestria, faltando talvez somente dar um pouco mais de ênfase ao terror que Hitler representava à Inglaterra e consequentemente aumentando o peso do discurso do rei perante o país, mas tudo bem. Já tinha ouvido falar de Tom Hooper da tão bem criticada série televisiva John Adams, que infelizmente ainda não assisti.

Um outro ponto é a questão do personagem de Firth ser conhecido pelo mau humor, isso não ficou muito claro pra mim. A impressão que me passa é que é um cara extremamente passivo que vez ou outra estoura.

Gostei das atuações de Helena Bonham Carter, que mostrou que sabe fazer papéis que não são caricatos, Geoffrey Rush e Colin Firth. Todos estão muito bem e a química entre Rush e Firth com certeza carrega o filme.

Com o receio de ser extremamente chato, não acho que a atuação de Colin Firth foi digna do Oscar. O ator é espetacular, mas já o vi desempenhando outros papéis melhor que esse.

É um ótimo filme que eu recomendo!

DoAssogue, que prefere o Claudinho.

Cisne Negro – Crítica

8 março 2011

Black Swan – EUA – 2010 – Direção: Darren Aronofsky – Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel – Duração: 103 minutos – Gênero: Suspense – Avaliação: Fraquinho!

Ao contrário do LClarindo, achei Cisne Negro fraquinho. Realmente a maioria das pessoas estão dizendo que é um filme ame ou odeie, mas nem achei também.

O primeiro filme que assisti do diretor Darren Aronofsky foi Fonte da Vida, que achei chatíssimo, esse até que não foi tão ruim mas continuo com o pé atrás com o diretor, preciso assistir O Lutador pra ver se desfaço a má impressão.

Na crítica do LClarindo já temos a crítica do filme, então vou só ficar com alguns pontos.

Natalie Portman – está bem no filme mas não sei se o suficiente para o Oscar. A mim sinceramente não chega a convencer.

Darren Aronofsky – embora não tenha gostado da obra como um todo, achei a incursão de certas cenas de “terror” muito interessantes. As visões de Nina pra mim são o tempero especial do filme.

Vicent Cassel – se você quer um ator pra representar um escroto, esse é o cara.

Mila Kunis – tem potencial!

Enfim, um filme para se assistir ao menos uma vez.

DoAssogue, que definitivamente não vê graça no balé!

Cisne Negro – Crítica

7 março 2011

Black Swan – EUA – 2010 – Direção: Darren Aronofsky – Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel – Duração: 103 minutos – Gênero: Suspense – Avaliação: Muito bom!

Com a aposentadoria da bailarina Beth MacIntyre (Winona Ryder), Nina (Natalie Portman) herda o posto de primeira bailarina. Quando o diretor Thomas Leroy (Vincent Cassel) informa que a companhia fará o Cisne Negro, Nina decide que conseguirá o papel a qualquer preço. Mas não será nada fácil para Nina. Enquanto ela se esforça para conseguir o papel e convencer o exigente Thomas, Nina tem que lidar também com sua superproterora mãe (Barbara Hershey), a qual inveja a carreira de Nina e parece viver somente em função do trabalho da filha. Para piorar as coisas, Nina tem a sensação de que a vinda de uma nova bailarina chamada Lilly (Mila Kunis) fará com que ela a sofra ameaça de perder o papel, algo inaceitável para seu padrão de exigência. Ao lidar com todos estes conflitos ao mesmo tempo, Nina parece perder um pouco do sentido da realidade ao buscar interpretar o papel do cisne negro, o qual Thomas insiste em mostrar que ela ainda não incorporou o personagem. Com toda esta pressão, Nina buscará o papel de sua vida, independente das conseqüências.

Atenção: os comentários possuem SPOILERS!

À primeira vista, tinha imaginado um filme de balé para as mocinhas, do tipo que sonha em ser bailarina. Quebrei a cara. Tinha sido alertado que o filme tinha um quê de terror. E logo no início já temos essa sensação com o sonho de Nina abrindo o filme. Daí para frente, começa o que no meu entendimento, foi uma perturbação. A bailarina Nina não é nenhuma santa. Ela faz o que precisar para conseguir o papel de seus sonhos: roubar, tentar seduzir, sacrificar suas vontades, viver a opressão da mãe. São muitos os pontos que ela precisará passar para atingir seu grande objetivo. Com o passar do tempo, ficamos em dúvida do que realmente é verdadeiro e do que se passa no ambiente separado da realidade criado por Nina. Este ponto, em minha opinião, é o melhor do filme: discutir depois sobre o que aconteceu e o que não aconteceu. Pode ser para muitos o tipo de filme que se ama ou se odeia. Mas a polêmica é sempre válida. A performance rendeu à Natalie Portman o Oscar de Melhor Atriz, além de o filme ter sido indicado também para o de Melhor Filme. Cisne Negro é um filme que mostra que no ambiente de trabalho a pressão pode ser enorme, e que negócio de time não funciona em todos os lugares. É o tipo se segura, que puxo o seu tapete. Em geral, podemos classificar o filme como tenso. Vale a pena conferir. Veja o trailer abaixo:

LClarindo, que não dança nada!

Inverno da Alma – Crítica

4 março 2011

Winter’s Bone – EUA– 2010 – Direção: Debra Granik – Elenco: Jennifer Lawrence, John Hawkes – Duração: 100 minutos – Gênero: Policial – Avaliação: Chato!

A adaptação da obra de Daniel Woodrel, que o próprio caracteriza como “country noir”, não me agradou.

Fui atraído ao filme depois de ver a protagonista Jennifer Lawrence no tapete “vermelho” com aquele vestido vermelho. E realmente sua atuação, tanto quanto à do Paulo Miklos John Hawkes me agradaram bastante, entretanto achei o filme muito chato.

No interior do Missouri, Ree (Jennifer Lawrence) vive na penúria tendo que cuidar de seus dois irmãos e sua mãe doente. Tendo que caçar esquilos para comer e dependendo da ajuda dos vizinhos, a menina de 17 anos mais parece uma mulher sofrida.

A situação piora quando descobre que seu pai, foragido da condicional, colocou a casa da família como garantia de sua pena e cai em cima de Ree a responsabilidade de encontrá-lo.

A partir daí entramos mais na parte “noir” da história e tentamos descobrir em que tipo de situação do pai de Ree se encontrava antes de desaparecer, seus inimigos, amigos, cúmplices etc.

E tudo isso acontece sem uma apresentação, somos jogados frente a frente com os personagens e vamos tentando decifrar quem são, quais suas motivações e história.

Além do que, o clímax final também não me agradou sendo mostrado de forma simplista, ainda que tentando se mostrar como cena chocante.

Mais uma vez, Jennifer Lawrence e John Hawkes me convenceram nas interpretações, a história se passa num interessante cenário, mostrando um país mais cru e rústico, fugindo do eixo Nova York – Califórnia mas ainda assim, faltou o jeito de contar a história, faltou o diretor!

Não recomendo!

DoAssogue, que gostaria de ter um machado!