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A Árvore da Vida – Crítica

26 agosto 2011

The Tree Of Life – EUA- 2011 – Direção: Terrence Malick – Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw – Duração: 138 minutos – Gênero: Drama – Avaliação: Muito abaixo do esperado!

A Árvore da Vida, filme vencedor do Festival de Cannes e da Palma de Ouro mostra a história da família O’Brien. Brad Pitt (Sr. O’Brien) é um pai de família rígido, que na verdade queria ser músico, mas tem que entrar em outra carreira. A senhora O’Brien (Jessica Chastain) é a pura mostra do papel maternal. Com três filhos, a história começa com a notícia da morte de um dos filhos e dos sentimentos do casal com relação à isto. Enquanto isto, vemos no futuro o depressivo filho Jack (Sean Penn) que busca respostas para o sentido da vida, parecendo viver em um universo paralelo. A busca de Jack por respostas e a vida da família quando pequeno é o enredo do filme.

Ao terminar de assistir o filme, você tem dois caminhos: confessar que não entendeu nada e se arrepender de ter pago ou bancar o crítico de cinema e tentar explicar filosoficamente algo que é difícil de explicar, tipo obra de arte abstrata. O filme vem sendo fortemente elogiado pela crítica, mas se você é apenas um mortal que espera entender o filme que assistiu, pode se decepcionar. O filme certamente entrará naquele range de filmes que são cultuados ou odiados. Ou 8 ou 80. O filme inicia-se com a notícia da morte de um dos filhos, que somente no final parece que conseguirmos saber qual é. Quando somos apresentados à família, é um pouco mais fácil entender Jack no futuro. Desde pequeno, por conta da rígida educação imposta pelo pai, ele se vê motivado a contestar o seu redor, ao se tornar uma criança violenta, mas que na verdade só quer mais atenção do pai. O filme, neste propósito, nos mostra uma pessoa que carrega os traumas da infância para a vida adulta e tem uma existência conturbada.

O que mais é chato no filme é a sessão National Geographic / Discovery Channel. Como? Isto mesmo. Enquanto estamos entender a história, recebemos uma enxurrada dos mais diversos tipos de imagens da natureza (deserto, cachoeira, mar, vulcão) em que é o acredito que é o qual muitas pessoas saem da sala. Mas para mim, o ápice foi quando aparece um dinossauro! Isto mesmo! Um dinossauro! Foi demais. Depois disto, o conceito e a vontade de assistir acabaram de vez. Ao tentar demonstrar o Big Bang, o diretor gasta aproximadamente uns 20 minutos com as imagens. Total falta de necessidade! Faz somente com que o filme se arraste e se torne monótono. Somente vale a pena depois os momentos em que são mostrados os filhos pequenos, as emoções e descobertas, que valem a pena. No final, você ficará ainda mais confuso com tudo o que viu.

Eu esperava muito do filme, mas acabei decepcionado. E o bom é que como não há verdade absoluta, você pode amar ou odiar o filme. Meu conselho é esperar para assistir quando você tiver o recurso de avançar o filme! Fora isto, a ida ao cinema pode se tornar uma grande decepção, ao assistir um filme onde parece que somente o diretor e uma dúzia de críticos entendem. Eu recomendo fugir!

 

LClarindo , que não finge que é entendido!

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One Comment leave one →
  1. marcio permalink
    4 novembro 2011 9:53 am

    achei que a crise do Jack foi porque tendo dois modelos opostos na infancia ele não escolheu e levou essa angustia até a idade adulta, quando finalmente conseguiu concilia-los.
    adorei o filme e concordo de 15 minutos de momento discovery foi um exagero, 5m eram suficientes para Deus responder a pergunta feita: O que somos para Você?

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