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Planeta dos Macacos – A Origem – Crítica

2 setembro 2011

Rise of the Planet of the Apes – EUA- 2011 – Direção: Rupert Wyatt – Elenco: James Franco, Andy Serkis, John Lithgow, Tom Felton – Duração: 105 minutos – Gênero: Ficção Científica - Avaliação: Ótimo

Atenção: a crítica tem SPOILERS, que contam detalhes do filme.

Will Rodman (James Franco) é um cientista que trabalha em um laboratório onde macacos são cobaias para o desenvolvimento de medicamentos. Atualmente ele está envolvido em um projeto onde existe o conflito de interesses: ele busca um medicamento para a cura do Mal de Alzheimer, o qual seu pai Charles (John Lithgow) é vítima. Ele tem resultados interessantes com uma macaca que recebeu a nova droga. Porém, ao demonstrar a nova droga para os acionistas do projeto, um acidente com a macaca faz sua pesquisa ser abortada, com censura de seu superior. Deste ponto de fracasso, ele acaba levando um filhote de macaco para casa. Lá, ignorando os procedimentos éticos do laboratório, ele administra a nova droga em seu pai, que tem incríveis avanços na luta contra a doença. Em paralelo, ele descobre que o pequeno macaco Caesar (César, para os tupiniquins) vai desenvolvendo uma incrível habilidade cognitiva, resultante da genética de sua mãe, percussora nos testes. A cada dia, Caesar está mais inteligente, como se fosse uma criança em desenvolvimento. Em um momento, ele pergunta se é um animão de estimação, e a partir  daí começa a entender seu lugar na família, o que aumenta sua percepção sobre sua vida. Ele começa a questionar se é apenas um animal, como um cachorro. Entretanto, seus sentimentos e inteligência o diferencia dos demais. Já maior, Caesar ataca um vizinho ao tentar defender Charles, que tem um retrocesso em seu quadro clínico. Com isto, Will perde sua guarda e ele é levado a um abrigo de macacos. Lá ele tem contato com a crueldade humana e descobre como realmente são tratados os macacos pelos humanos. Cada vez evoluído, Caesar começa a organizar os macacos para iniciar sua revolução. Evolução inicia revolução, e Caesar é agora o líder deste movimento contra os humanos. Começa o início de uma nova era para os humanos.

 

Planeta dos Macacos, A Origem, nos mostra como teria ocorrido a supremacia dos símios na Terra sobre os humanos retratada na trilogia O Planeta dos Macacos, onde os humanos são escravos e os macacos, a raça dominante. Como não assisti ainda a trilogia original, não posso comentar, mas como assisti o Planeta dos Macacos de 2011, de Tim Burton, chego a conclusão que está é infinitamente melhor, pela história que consegue prender durante todo o filme. Embora o filme seja pró-macaco, é importante ressaltar que todos os macacos foram criados em computador, o que pode ser notado em algumas cenas. Entretanto, o olhar de Caesar, interpretado por Andy Serkis, que também fez o Gollum de o Senhor dos anéis e King Kong. Sem dúvida, a computação gráfica impressiona e a cena da batalha na ponte é perfeita. O filme aborda vários temas, como uso de cobaias, ganância farmacêutica, maus tratos com os animais, solidariedade. Enfim, um leque cheio de temas. Mas vale aqui citar que Caesar não quer dominar o mundo. Ele apenas busca para os de sua espécie uma vida digna, livre, da qual foram tirados. Caesar não é mal e todos acabam torcendo por ele. Um filme que com certeza agradou aos novos telespectadores da série e acredito que não decepcionou os demais. Recomendo! Ah, logo depois dos primeiros créditos há uma cena que parece inspirar uma continuação. Vamos Aguardar.

Confira o trailer abaixo e vá assistir!

 

LClarindo, que achou o macaco mais inteligente que muitos!

A Árvore da Vida – Crítica

26 agosto 2011

The Tree Of Life - EUA- 2011 – Direção: Terrence Malick – Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw – Duração: 138 minutos – Gênero: Drama – Avaliação: Muito abaixo do esperado!

A Árvore da Vida, filme vencedor do Festival de Cannes e da Palma de Ouro mostra a história da família O’Brien. Brad Pitt (Sr. O’Brien) é um pai de família rígido, que na verdade queria ser músico, mas tem que entrar em outra carreira. A senhora O’Brien (Jessica Chastain) é a pura mostra do papel maternal. Com três filhos, a história começa com a notícia da morte de um dos filhos e dos sentimentos do casal com relação à isto. Enquanto isto, vemos no futuro o depressivo filho Jack (Sean Penn) que busca respostas para o sentido da vida, parecendo viver em um universo paralelo. A busca de Jack por respostas e a vida da família quando pequeno é o enredo do filme.

Ao terminar de assistir o filme, você tem dois caminhos: confessar que não entendeu nada e se arrepender de ter pago ou bancar o crítico de cinema e tentar explicar filosoficamente algo que é difícil de explicar, tipo obra de arte abstrata. O filme vem sendo fortemente elogiado pela crítica, mas se você é apenas um mortal que espera entender o filme que assistiu, pode se decepcionar. O filme certamente entrará naquele range de filmes que são cultuados ou odiados. Ou 8 ou 80. O filme inicia-se com a notícia da morte de um dos filhos, que somente no final parece que conseguirmos saber qual é. Quando somos apresentados à família, é um pouco mais fácil entender Jack no futuro. Desde pequeno, por conta da rígida educação imposta pelo pai, ele se vê motivado a contestar o seu redor, ao se tornar uma criança violenta, mas que na verdade só quer mais atenção do pai. O filme, neste propósito, nos mostra uma pessoa que carrega os traumas da infância para a vida adulta e tem uma existência conturbada.

O que mais é chato no filme é a sessão National Geographic / Discovery Channel. Como? Isto mesmo. Enquanto estamos entender a história, recebemos uma enxurrada dos mais diversos tipos de imagens da natureza (deserto, cachoeira, mar, vulcão) em que é o acredito que é o qual muitas pessoas saem da sala. Mas para mim, o ápice foi quando aparece um dinossauro! Isto mesmo! Um dinossauro! Foi demais. Depois disto, o conceito e a vontade de assistir acabaram de vez. Ao tentar demonstrar o Big Bang, o diretor gasta aproximadamente uns 20 minutos com as imagens. Total falta de necessidade! Faz somente com que o filme se arraste e se torne monótono. Somente vale a pena depois os momentos em que são mostrados os filhos pequenos, as emoções e descobertas, que valem a pena. No final, você ficará ainda mais confuso com tudo o que viu.

Eu esperava muito do filme, mas acabei decepcionado. E o bom é que como não há verdade absoluta, você pode amar ou odiar o filme. Meu conselho é esperar para assistir quando você tiver o recurso de avançar o filme! Fora isto, a ida ao cinema pode se tornar uma grande decepção, ao assistir um filme onde parece que somente o diretor e uma dúzia de críticos entendem. Eu recomendo fugir!

 

LClarindo , que não finge que é entendido!

Transformers – O Lado Oculto da Lua – Crítica

5 julho 2011

Transformers – Dark of the Moon - EUA- 2011 – Direção: Michael Bay – Elenco: Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Patrick Dempsey – Duração: 157 minutos – Gênero: Ação – Avaliação: Muito Bom!

A saga dos Autobots versus Decepticons chega a sua terceira parte. Agora, temos Sam Witwicky (Shia LaBeouf) já formado e procurando por emprego. Embora tenha uma medalha recebida pelo presidente Obama, isto não o ajuda muito. Com sua nova namorada Carly (Rosie Huntington-Whiteley), ele tenta se virar, até descobrir o plano dos Deceptiocons, ainda espalhados pela Terra. Este trabalho de tentar salvar a Terra trará para Sam problemas com a namorada. Em paralelo, os Autobots trabalham com o governo em várias missões ao redor do globo. Em uma delas, Optimus Prime, líder dos Autobots descobre que foi enganado pelos humanos quando estes disseram nunca terem tido contato com sua raça anteriormente. Revelado isto, Optimus parte à Lua com os demais para resgatar um deles, que fugiu de Cybertron durante a guerra. Com isto, é mostrada a corrida espacial entre americanos e russos e toda a cobertura que fizeram ao descobrirem a nave acidentada em solo lunar. Porém as coisas não ocorrem como Optimus previa e o despertar do antigo líder Autobot vindo da Lua trará enormes consequências à existência humana.

Bombardeado pela crítica, o filme foi feito para quem gosta da série. Para este público, o filme certamente agradará. Embora não goste por não ter opção, mas o filme em 3D foi uma boa sacada para arrecadar mais bilheteria e também dar um realismo maior às cenas de ação, que é o que mais se tem no filme. Não espere por um roteiro tão bem elaborado, já que o negócio aqui é mostrar a loira Rosie Huntington-Whiteley e é claro, as lutas entre Autobots e Decepticons. Embora o filme seja longo, as cenas são bem distribuídas, apesar de um começo meio parado. Li em uma entrevista que Michael Bay utilizou cenas reais da corrida espacial para tentar levar mais adultos (o filme é direcionado para crianças e adolescentes) ao cinema e talvez se identificarem um pouco com a época. Fato mesmo é que para quem estava aguardando a chegada do terceiro filme (eu, claro!), valeu cada centavo do ingresso. Melhor que o segundo, mais abaixo do primeiro, Transformers – O Lado Oculto da Lua é filme para um público exclusivo, os que curtem a série, e um blockbuster de arrasar quarteirão, que é o tipo que enche a sala de cinema .Se você gosta, vá correndo. Se não gosta, vá para assistir e falar mal depois. Não darei mais detalhes, para não estragar a surpresa de quem for assistir. Mais uma vez, cito que o filme é longo! Mas e daí? Quem for assistir não está com pressa! Longo é o domingo com Faustão e Gugu! Resumindo: um filme para se falar pouco e assistir muito! Confira o trailer abaixo e vá assistir a este show de efeitos especiais e sons!

 

LClarindo, que não pode comprar um Camaro! Só uma miniatura do Optimus Prime!

Namorados Para Sempre – Crítica

23 junho 2011

 

Blue Valentine - EUA- 2010 – Direção: Derek Cianfrance – Elenco: Ryan Gosling, Michelle Williams, Faith Wladyka, John Doman – Duração: 114 minutos – Gênero: Drama – Avaliação: Muito Bom, apesar do título!

Enganado! Esta é a sensação que você terá ao assistir o filme pensando em mais uma comédia romântica água com açúcar. Traduzido para o público como Namorados Para Sempre (malditos tradutores e distribuidores), o filme dá a impressão de ser sobre o relacionamento de eternos namorados. Porra! Longe disto! O filme é literalmente um soco no estômago para os casaizinhos que vão ao cinema esperando ver uma história de amor a ser copiada. E veja como é feita a propaganda: na véspera dos namorados, é o filme “romântico” lançado. Se muitos casais foram assistir, puderam ter um Dia dos Namorados deprimente, dependendo da situação do casal. E por que o motivo disto? Vejamos a história abaixo:

Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) são casados há algum tempo e tem uma filha pequena, Frankie (Faith Wladyka). O casal passa por uma crise, que vai se aprofundando cada vez mais. Tentam então fazer uma pequena viagem para tentarem se unirem novamente, proposta por Dean. Em uma suíte de motel, eles parecem totalmente estranhos e inseguros quanto ao outro. A idéia não acontece como previsto e estoura de vez a crise do casal, que parece não conseguir mais seguir em um mesmo rumo. Durante estas cenas da crise, são mostrados os flashbacks do casal, desde as cantadas baratas de Dean até a vida meio louca de Cindy. Vemos as dificuldades deles enquanto namorados e as decisões que tomaram para chegarem aquele ponto, além dos detalhes que nos permitem entender um pouco mais as raízes da crise em que chegaram. Embora algumas cenas no início do namoro possam dar a impressão de ingenuidade, outras mostram os conflitos de cada um para tentarem ficarem juntos. Resumindo: de romântico o filme não tem nada, mas de realista, totalmente! A crise enfrentada pode ser identificada por vários casais que pensavam em assistir um filme de romance e saem com outra impressão. De outra forma, é um meio para se fazer uma avaliação do relacionamento e verificar o que é preciso fazer para que não se chegue ao ponto onde chegaram Cindy e Dean. Destaque para as cenas sem diálogos, que parecem meio que ensurdecedoras, diante a situação do casal. Nestas horas, o silêncio é a pior coisa. E a conversa quando iniciada, logo vira discussão! A atuação de  Michelle Williams lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Mas também o papel de Ryan Gosling é muito bem interpretado. Confira o trailer abaixo e vá assistir, mas tendo ciência, agora, que se trata de um drama, nem sempre tão bem explorado pelo cinema em outras oportunidades.

 

LClarindo ,que não tem mais crises desde 2009!

X-Men: First Class – Crítica

17 junho 2011

 

 X-Men: First Class - EUA- 2011 – Direção: Matthew Vaughn – Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, January Jones.Duração: 132 minutos – Gênero: Aventura/Ficção- Avaliação: First Class = The Best! Fuck the rest!

Para você que curte os X-Men, sabe que o Professor X e Magneto eram grandes amigos, até que eles passam a atuar em lados diferentes. Mas o que você não sabe é como Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lehnsherr (Michael Fassbender) se conheceram e lutaram  por objetivos em comum. Você se lembra da cena de Magneto ainda menino no campo de concentração entortando os portões (uma das minhas favoritas) ? Pois agora podemos verificar a continuação de como ele sobrevive ao campo de concentração. Em paralelo, nos é apresentado Charles ainda pequeno e sua pequena amiga azul que lhe aparece em casa. Mais velhos, Erick busca o acerto de contas contra Sebastian Shaw (Kevin Bacon), cientista nazista que busca a terceira guerra mundial, entre EUA e União Soviética: Duas aulas de história sobre o nazismo e a Guerra Fria. Quando se encontram, é clara a diferença entre ambos. Charles quer ajudar a Cia a encontrar Shaw e evitar o confronto nuclear enquanto Erick entra no barco apenas por ser uma forma mais fácil de encontrar Shaw novamente. O filme percorre esta trama, enquanto nos são revelados os mutantes recrutados por Chavier e Erick para servirem de ajuda, já que Shaw também tem seus próprios capangas mutantes. Iniciam-se então os nomes de batismo que os acompanhariam desde então.

X-Men First Class é em minha opinião, o melhor filme da franquia, onde os efeitos especiais são menos exagerados que os demais e a vida não gira somente em torno de Logan (Hugh Jackman). Este aparece em uma pequena parte, uma das mais engraçadas. A história é mais que o clássico bem contra o mal. É a questão do preconceito contra a raça (mutantes) e o início da busca da segregação. E o melhor é a forma como chegamos a compreender onde se inicia a rixa de Professor X e Magneto (meu favorito), cada um com seus respectivos motivos, e que, como em um debate, devem ser respeitados. Não há entre eles o certo e o errado. O bom e o mau.   Para quem curte, é um filme essencial, que abre espaço para novos filmes X-Men nos mesmos moldes. Assim como Batman – The Dark Night está marcado como o filme do Batman, X-Men: First Class está marcado para a série. Não perca mais tempo e vá ao cinema conferir. Assista o trailer abaixo:

 

PS: Se você também vota em Magneto, indico a leitura do livro/quadrinhos Magneto Testamento, da Panini, que dá mais detalhes sobre a estadia de Erick nos campos de concentração.

LClarindo, que apóia a causa de Magneto!

Diamante de Sangue – Crítica

10 junho 2011

 

Blood Diamond – EUA – 2006 – Direção: Edward Zwick  – Elenco: Leonardo DiCaprio, Jennifer Connelly, Djimon Hounson, Kagiso Kuypers – Duração: 138 minutos – Gênero: Aventura/Drama – Avaliação: Ótimo

Serra Leoa, década de 90. O país vive o ápice da guerra civil entre o governo e o grupo Força Unida Revolucionária (FUR). Durante uma invasão da FUR à sua aldeia, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é capturado e levado para trabalhar em uma mina de diamantes. Lá, ele encontra um diamante cor-de-rosa valiosíssimo e o tenta esconder. No momento em que sua ação é descoberta por um membro da FUR, o governo ataca a mina e Solomon é preso, junto com os demais. Na cadeia, Danny Archer (Leonardo DiCaprio) ouve o integrante da FUR ameaçar Solomon por conta do diamante. Ex-mercenário e agora contrabandista de diamantes para a Libéria, Archer paga a fiança de Solomon e logo o obriga a fazer um acordo para que busquem o diamante, e em troca ele o ajudaria a encontrar sua família que foi separada. Sem opção, Solomon aceita a proposta e corre com Archer em busca da pedra, mesmo não confiando plenamente nele. Entretanto, neste momento Archer é sua única opção.

Mais que a busca pelo diamante, o filme mostra toda a crueldade que é imposta à Solomon, que tem sua vida destruída pela guerra e vê agora uma única chance de tentar resgatar sua família para estarem juntos novamente. A sua busca, sem dúvida, é o tema central do filme. Leonardo DiCaprio interpreta um mercenário, que mostra que para ele o dinheiro é o que mais importa. A realidade mostrada no filme com relação às crianças que perdem sua juventude é impactante e continua até hoje em lugares onde jamais temos conhecimento do que acontece. A desgraça e a ganância são universais. É claro que o sentido da vida é buscar o equilíbrio no sentido emocional e material, e por isto é que podemos usar o tema do filme para refletirmos nossas atitudes: hoje lutamos pelos nossos valores (família) ou pelo dinheiro (diamante)?  É claro que ambos são fundamentais e cada um nos custa um preço. Mas nem todos conseguem buscar os dois igualmente. Diamante de Sangue é um filme que deve comprado para ser visto quando estamos desanimados e ver em Solomon a inspiração que nos falta para alcançarmos o que buscamos.

Confira o trailer e assista:

 

 LClarindo, que não saberia distinguir um diamante!

Thor – Crítica

4 maio 2011
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Thor – EUA- 2011 – Direção: Kenneth Branagh – Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Stellan Skarsgard, Anthony Hopkins – Duração: 114 minutos – Gênero: Ação – Avaliação: Muito Bom!

Thor (Chris Hemsworth) é um poderoso guerreiro prestes a receber o trono de Asgar de seu pai Odin (Anthony Hopkins). Entretanto, no seu grande momento, o reino é invadido e um acordo antigo de paz é quebrado. Thor, inconsequente e arrogante, descumpre as orientações de seu pai e busca recomeçar a guerra por conta da invasão. Como castigo por desobedecer a seu pai e colocar seu irmão e amigos em perigo, Odin o envia à Terra, para viver entre os mortais, sem seus poderes, que foram retirados por seu pai. Na Terra, ele conhece a cientista Jane Foster (Natalie Portman), que buscará respostas e o tentará ajudar a recuperar seu martelo, que também foi enviado à Terra. Paralelamente, seu irmão Loki (Tom Hiddleston) tem um plano para assumir o trono, aproveitando-se da ausência de Thor. Na Terra, Thor precisará de ajuda para conseguir retornar à Asgar e impedir que o reino entre em uma guerra iminente.

Para começar, sou leigo e não conhecia a história de Thor. Portanto, informações sobre detalhes originais deverão ficar de fora. Thor é um guerreiro folgado pra cara…o. Manja cara que só está esperando uma resposta para entrar em uma briga? Ele é esse. Inclusive é com uma provocação que ele quebra começa quebrando o pau. O castigo de vir à Terra eu já teria achado suficiente, mas aqui ele verá que as coisas não são tão fáceis sem seus poderes. Infelizmente, não senti que o filme convence ao tentar mostrar Thor preocupado com as pessoas na Terra. Para mim, essa parte não colou. Se Thor tem até bastantes cenas engraçadas, este drama de Thor não rola. O filme convence a porradaria (e nem é tanta) quando Thor tem seu martelo à mão. Do mais, o romance forjado não consegue se desenrolar. Como a Marvel e a indústria já descobriram que fazer filme de personagens dá dinheiro, Thor não fica atrás e é um blockbuster de sucesso. E se você gostar de Thor, poderá vê-lo em 2012 com Homem de Ferro, Hulk e Capitão América em Os Vingadores.

Se você é assim, como eu, que gosta da franquia Marvel, com certeza assistirá Thor. Eu assisti em 3D e indico. Embora não tenha tantas cenas com o efeito, vale a pena. E atenção para a dica mais importante: espere no final acabarem todos os créditos (bastante) e veja uma cena que mostrará uma dica do que acontecerá nos Vingadores! Todo mundo vai embora antes e não vê, assim como ocorreu no Homem de Ferro, que dava a dica do Thor. Informação é tudo: aproveite-a. Portanto, indico que vá ao cinema e assista para comprovar!

LClarindo, que queria ter muito um martelo!

Como você sabe – Crítica

29 abril 2011

How Do You Know – EUA– 2010 – Direção: James L. Brooks – Elenco: Reese Witherspoon, Paul Rudd, Owen Wilson, Jack Nicholson – Duração: 121 minutos – Gênero: Drama – Avaliação: Bosta na cara (que é pior que simplesmente bosta)!

Escrever sobre filme ruim é igual assistí-lo até o final. Você se força.

Se venderem o filme como comédia (mesmo que romântica), não acredite, tá muito mais pra drama (ainda que ruim).

Em resumo, Lisa (Reese Witherspoon) é uma respeitada jogadora de softball que está sofrendo com a chegada de jogadoras mais novas. Ao ser cortada da seleção, entra em crise e se envolve com um famoso jogador de beisebol (interpretado por Owen Wilson).
Em trama paralela, George (Paul Rudd) está sendo acusado de ser o organizador de um golpe financeiro. Após perder o emprego, a noiva e os amigos, se apaixona por Lisa e precisa disputá-la com Matty (o personagem de owen Wilson).

Até dava pra fazer uma comediazinha romântica água com açúcar, que passaria pelas bilheterias sem muitos problemas, mas o diretor James L. Brooks, que é um dos responsáveis pelos Simpsons (sim o desenho animado), perde a mão. Não sei se ele tentou fazer algo mais indie ou se quis fugir da comédia romântica tradicional mas a questão é que acaba fazendo um filme chato e sem identidade.

Com meia hora de película eu já queria desligar, só fui até o final com muita força de vontade.

A história é ruim, os personagens são ruins, os atores são ruins! Só Jack Nicholson, fazendo uma pontinha consegue dar alguma graça quando aparece, mas é bem pouco.

O fracasso nos EUA só corrobora com a minha opinião de que o filme é uma bosta.

Não vá assistir! Finja que nunca ouviu falar desse filme.

DoAssogue, que curte WWE.

Bruna Surfistinha – Crítica

10 março 2011

título original: Bruna Surfistinha (2011 Brasil)

direção: Marcus Baldini atores: Deborah Secco, Drica Moraes, Fabíula Nascimento, Cristina Lago.

duração: 109 min lançamento:
gênero: Drama (Tenho lá minhas dúvidas)

Avaliação: Passaria facilmente no Cine Privê

Sinopse: Raquel (Deborah Secco) era uma jovem da classe média paulistana, que estudava num colégio tradicional da cidade. Um dia ela tomou uma decisão surpreendente: virar garota de programa. Com o codinome de Bruna Surfistinha, Raquel viveu diversas experiências “profissionais” e ganhou destaque nacional ao contar suas aventuras sexuais e afetivas num blog, que depois acabou virando um livro e tornou-se um best seller.

Quarta-feira de cinzas, um dia morto, apuração do desfile das escolas de samba do Rio a tarde na TV (DEZZZZZZZ, NOOOOOOTA DEEEEEEEZ), sempre tem algo melhor a se fazer, depois de quase uma semana em casa as opções já não são muitas e nem tão boas, de repente me vejo perguntando a mim mesmo, vou fazer o que? E eis que minha esposa, num surto de, sei lá o que, me convida para assistir Bruna Surfistinha.

Confesso que já havia lido o livro e que não esperaria muito do filme, uma vez que a história não valeu tamanha repercursão, mas como era novidade na época do lançamebto do livro, era de se entender tamanha repercussão. Isto posto, tem a questão da protagonista, Deborah Secco, atriz que não circula em meu Top 10 nem por suas qualidades artísticas, nem tampouco por seus outros atributos. Voltando ao filme, bem, o filme por assim dizer, dentro dos padrões “globais” foge um pouco da mesmice, porém a sensação de estar assistindo a mais um capítulo da novela das oito, que começa lá pelas nove e tantas insistia em permanecer na minha cabeça. A atriz até que se esforça, para dar uma, realidade a mais no papel.
O roteiro assim como o filme, é fraco, no que diz respeito a história, visto que tenta justificar de maneira nada convincente a opção de Raquel em ter escolhido esta vida, e no final ainda tenta mostrar que a escolha dela foi uma espécie de auto-conhecimento, e que se não tivesse passado por isto, não teria conseguido o que conseguiu, e chegar aonde chegou (Aonde foi mesmo???????).
O que mais me chamou a atenção, não foi o filme em si, nem tampouco o interesse ou curiosidade de minha esposa querer ver este filme, e sim o fato de no mesmo horário estar sendo exibido o filme daquele “garotinho Bieber” e, eis que numa das partes tidas como uma das mais “quentes” do filme, adentrarem a sala 03 garotas aparentando não ter mais de 12 anos, e que suponho eu, terem comprado os ingressos para o filme do garotinho. Fiquei perplexo, e deixo aqui a minha crítica a rede Megaphodonica de cinemas, pois o filme além de ser impróprio para esta faixa etária , possui “ensinamentos” não tão ortodoxos. Não custaria nada colocar um daqueles pipoqueiros pentelhos na porta da sala pra evitar este tipo de contratempo.

Eniclatot que em um passado distante, surfava nas portas do Trem, entre Engenheiro  Cardoso e Itapeví pra não pagar a passagem.

Deixe-Me Entrar – Crítica

10 março 2011

(Let Me In – EUA 2010)
Direção: Matt Reeves Roteiro: Matt Reeves, John Ajvide Lindqvist Elenco:
Kodi Smit-McPhee, Chloe Moretz, Richard Jenkins, Cara Buono, Elias Koteas
Duração – 116 min. Gênero: Drama / Suspense
Avaliação: Perturbador

Sinopse: A refilmagem que ganhou o nome “Deixe-me Entrar” conta a história de uma menina vampira e de um garoto vítima de “bullying” que é transportada do subúrbio de Estolcomo para uma cidade pacata no Estado americano do Novo México. Se o original “Deixa Ela Entrar” é assustador –e não há dúvidas que esta nova versão ganha em horror.

No longa, o menino Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto solitário, que sofre com as provocações (e agressões físicas) dos colegas de escola. Até que ele conhece a menina Abby, interpretada com maestria por Chloe Moretz, que vive no mesmo prédio, com um homem mais velho. O que Owen não sabe é que este homem comete assassinatos para alimentar a menina com sangue.
Optei em assistir ao filme ao invés do grande desfile das escolas de samba de São Paulo, e acredito que tenha feito um ótimo negócio.Trata se de um filme sem rodeios, onde as situações vão acontecendo num bom ritmo sem ser lento nem rápido demais, porém sem muita explicação, cabendo a quem assiste ir juntando as partes para chegar num consenso, tarefa também não muito difícil pela forma com que a história é narrada.
O enredo é envolvente e instigante, e para quem gosta do gênero, é uma boa pedida uma vez que a figura infantil causa sempre um maior incômodo.Se pudesse resumir todo o filme em uma só palavra, diria que é perturbador, visto que a trama chega a incomodar bastante até o mais insensível dos seres, dentre os elementos apresentados estão a ausências efetiva da figura materna, sempre ausente, e paterna que nada mais é que uma voz ao telefone, mais preocupada em criticar a mãe do garoto e suas crenças do que ajudar ao filho que lhe questiona sobre o a existência do mal. Destaque para o garoto Owen, que consegue ser fiel ao papel e é claro a menina Abby , já conhecida pelo ótimo papel em Kick Ass e que neste filme consegue manter o nível de sua atuação.
Um filme bom desde o começo, que apesar da história vampiresca, tenta demonstrar também o tipo de sociedade que vivemos atualmente , onde a figura da família se faz ausente, deixando cada vez mais vulneráveis aqueles que mais merecem atenção.

Eniclatot que em determinado momento resgatou e identificou a figura da Babá do Muppet Babies ao reparar que a mãe do garoto Owen também não curte muito mostrar o rosto para as cameras.

O Discurso do Rei – Crítica

8 março 2011

The King’s Speech – Inglaterra – 2010 – Direção: Tom Hooper – Elenco: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush, Michael Gambon – Duração: 118 minutos – Gênero: Drama – Avaliação: Muito bom!

Como o LClarindo também já comentou desse, vamos aos meus destaques.

O filme é muito bom, a direção do nem tão conhecido Tom Hooper conta a história com maestria, faltando talvez somente dar um pouco mais de ênfase ao terror que Hitler representava à Inglaterra e consequentemente aumentando o peso do discurso do rei perante o país, mas tudo bem. Já tinha ouvido falar de Tom Hooper da tão bem criticada série televisiva John Adams, que infelizmente ainda não assisti.

Um outro ponto é a questão do personagem de Firth ser conhecido pelo mau humor, isso não ficou muito claro pra mim. A impressão que me passa é que é um cara extremamente passivo que vez ou outra estoura.

Gostei das atuações de Helena Bonham Carter, que mostrou que sabe fazer papéis que não são caricatos, Geoffrey Rush e Colin Firth. Todos estão muito bem e a química entre Rush e Firth com certeza carrega o filme.

Com o receio de ser extremamente chato, não acho que a atuação de Colin Firth foi digna do Oscar. O ator é espetacular, mas já o vi desempenhando outros papéis melhor que esse.

É um ótimo filme que eu recomendo!

DoAssogue, que prefere o Claudinho.

Cisne Negro – Crítica

8 março 2011

Black Swan – EUA – 2010 – Direção: Darren Aronofsky – Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel – Duração: 103 minutos – Gênero: Suspense – Avaliação: Fraquinho!

Ao contrário do LClarindo, achei Cisne Negro fraquinho. Realmente a maioria das pessoas estão dizendo que é um filme ame ou odeie, mas nem achei também.

O primeiro filme que assisti do diretor Darren Aronofsky foi Fonte da Vida, que achei chatíssimo, esse até que não foi tão ruim mas continuo com o pé atrás com o diretor, preciso assistir O Lutador pra ver se desfaço a má impressão.

Na crítica do LClarindo já temos a crítica do filme, então vou só ficar com alguns pontos.

Natalie Portman – está bem no filme mas não sei se o suficiente para o Oscar. A mim sinceramente não chega a convencer.

Darren Aronofsky – embora não tenha gostado da obra como um todo, achei a incursão de certas cenas de “terror” muito interessantes. As visões de Nina pra mim são o tempero especial do filme.

Vicent Cassel – se você quer um ator pra representar um escroto, esse é o cara.

Mila Kunis – tem potencial!

Enfim, um filme para se assistir ao menos uma vez.

DoAssogue, que definitivamente não vê graça no balé!

Cisne Negro – Crítica

7 março 2011

Black Swan – EUA – 2010 – Direção: Darren Aronofsky – Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel – Duração: 103 minutos – Gênero: Suspense – Avaliação: Muito bom!

Com a aposentadoria da bailarina Beth MacIntyre (Winona Ryder), Nina (Natalie Portman) herda o posto de primeira bailarina. Quando o diretor Thomas Leroy (Vincent Cassel) informa que a companhia fará o Cisne Negro, Nina decide que conseguirá o papel a qualquer preço. Mas não será nada fácil para Nina. Enquanto ela se esforça para conseguir o papel e convencer o exigente Thomas, Nina tem que lidar também com sua superproterora mãe (Barbara Hershey), a qual inveja a carreira de Nina e parece viver somente em função do trabalho da filha. Para piorar as coisas, Nina tem a sensação de que a vinda de uma nova bailarina chamada Lilly (Mila Kunis) fará com que ela a sofra ameaça de perder o papel, algo inaceitável para seu padrão de exigência. Ao lidar com todos estes conflitos ao mesmo tempo, Nina parece perder um pouco do sentido da realidade ao buscar interpretar o papel do cisne negro, o qual Thomas insiste em mostrar que ela ainda não incorporou o personagem. Com toda esta pressão, Nina buscará o papel de sua vida, independente das conseqüências.

Atenção: os comentários possuem SPOILERS!

À primeira vista, tinha imaginado um filme de balé para as mocinhas, do tipo que sonha em ser bailarina. Quebrei a cara. Tinha sido alertado que o filme tinha um quê de terror. E logo no início já temos essa sensação com o sonho de Nina abrindo o filme. Daí para frente, começa o que no meu entendimento, foi uma perturbação. A bailarina Nina não é nenhuma santa. Ela faz o que precisar para conseguir o papel de seus sonhos: roubar, tentar seduzir, sacrificar suas vontades, viver a opressão da mãe. São muitos os pontos que ela precisará passar para atingir seu grande objetivo. Com o passar do tempo, ficamos em dúvida do que realmente é verdadeiro e do que se passa no ambiente separado da realidade criado por Nina. Este ponto, em minha opinião, é o melhor do filme: discutir depois sobre o que aconteceu e o que não aconteceu. Pode ser para muitos o tipo de filme que se ama ou se odeia. Mas a polêmica é sempre válida. A performance rendeu à Natalie Portman o Oscar de Melhor Atriz, além de o filme ter sido indicado também para o de Melhor Filme. Cisne Negro é um filme que mostra que no ambiente de trabalho a pressão pode ser enorme, e que negócio de time não funciona em todos os lugares. É o tipo se segura, que puxo o seu tapete. Em geral, podemos classificar o filme como tenso. Vale a pena conferir. Veja o trailer abaixo:

LClarindo, que não dança nada!

Inverno da Alma – Crítica

4 março 2011

Winter’s Bone – EUA– 2010 – Direção: Debra Granik – Elenco: Jennifer Lawrence, John Hawkes – Duração: 100 minutos – Gênero: Policial – Avaliação: Chato!

A adaptação da obra de Daniel Woodrel, que o próprio caracteriza como “country noir”, não me agradou.

Fui atraído ao filme depois de ver a protagonista Jennifer Lawrence no tapete “vermelho” com aquele vestido vermelho. E realmente sua atuação, tanto quanto à do Paulo Miklos John Hawkes me agradaram bastante, entretanto achei o filme muito chato.

No interior do Missouri, Ree (Jennifer Lawrence) vive na penúria tendo que cuidar de seus dois irmãos e sua mãe doente. Tendo que caçar esquilos para comer e dependendo da ajuda dos vizinhos, a menina de 17 anos mais parece uma mulher sofrida.

A situação piora quando descobre que seu pai, foragido da condicional, colocou a casa da família como garantia de sua pena e cai em cima de Ree a responsabilidade de encontrá-lo.

A partir daí entramos mais na parte “noir” da história e tentamos descobrir em que tipo de situação do pai de Ree se encontrava antes de desaparecer, seus inimigos, amigos, cúmplices etc.

E tudo isso acontece sem uma apresentação, somos jogados frente a frente com os personagens e vamos tentando decifrar quem são, quais suas motivações e história.

Além do que, o clímax final também não me agradou sendo mostrado de forma simplista, ainda que tentando se mostrar como cena chocante.

Mais uma vez, Jennifer Lawrence e John Hawkes me convenceram nas interpretações, a história se passa num interessante cenário, mostrando um país mais cru e rústico, fugindo do eixo Nova York – Califórnia mas ainda assim, faltou o jeito de contar a história, faltou o diretor!

Não recomendo!

DoAssogue, que gostaria de ter um machado!

O Discurso do Rei – Crítica

22 fevereiro 2011

The King’s Speech – Inglaterra – 200 – Direção: Tom Hooper – Elenco: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush, Michael Gambon – Duração: 118 minutos – Gênero: Drama – Avaliação: Ó-ó-ótimo!

George (Colin Firth) é o príncipe da realeza britânica, que tem um problema que o aflige desde pequeno: ele é gago. E como pode, um futuro rei, discursar com firmeza à nação, fazendo um discurso gago, sem firmeza? Após inúmeros “tratamentos”, ele desiste. Sua esposa Elizabeth (Helena Bonham Carter), recebe a indicação de um terapeuta que atua com métodos não muito convencionais, mas que garante o sucesso do tratamento da gagueira. George, com pouca paciência, resolve ir à consulta, mas desiste do tratamento. Cada dia mais ele se vê em uma situação crítica na medida em que seu pai está morrendo aos poucos e seu irmão David (Guy Pearce), o sucessor da coroa, está mais preocupado com os prazeres da carne que com qualquer outra coisa. De repente, chega o dia em que George temia: seu pai morre e seu irmão vira rei, promovendo festas e não fazendo suas atribuições. George então retorna ao seu terapeuta Lionel Logue (Geoffrey Rush), o qual sempre se colocou diante de George como ambos fossem iguais, apesar do status social de cada um. George aprende um pouco de humildade e consegue evoluir no tratamento. Entretanto, o maior dos desafios ainda estaria por vir: seu irmão David renuncia e George é obrigado a assumir o trono. Logo, como novo rei, teria que fazer um discurso em sua coroação. Para quem já parecia ter passado por tudo, George ainda se vê na situação de declarar guerra à Alemanha e fazer um discurso à seu povo no front de batalha. Somente George soube a dimensão de sua dificuldade para conseguir superar estes obstáculos.

O Discurso do Rei conta a história do pai da Rainha Elizabeth II, que teve que lidar com o problema da gagueira para conseguir reinar. Com ótima atuação de Colin Firth (que deve levar o Oscar de melhor Ator) e Geoffrey Rush, o filme teve 12 indicações ao Oscar, o qual eu acredito que ganhará como melhor filme. A dificuldade de George é interpretada de forma bem convincente e a mistura entre drama, história, e até comédia em alguns momentos, garante ao filme todo o crédito concedido. Mais do que mostrar a perseverança de George, o filme dá uma lição de humildade, pois até para um rei é necessário pedir desculpas. Somente na medida em que George reconhece em Lionel um amigo, apesar de toda a pressão para que não aceite, é que ele consegue progredir no tratamento. A forma sarcástica que Lionel colocar o rei como uma pessoa normal ,gago, e que precisa ajuda, é a idéia de que é preciso ouvir mais as pessoas, independente de quem você seja ou quanto certo imagine estar. Em uma importante cena do filme, a pequena Elizabeth pergunta ao pai o que Hitler diz em um discurso. Ele responde que não sabe, mas parece que ele sabe fazer de uma forma bem clara. Ou seja, falar bem faz parte de ter sucesso profissional, independente da idéia que se deseja transmitir. Enfim, O Discurso do Rei é um filme que merece ter um lugar na DVDteca (ou seria hoje Blueteca??) para ser visto sempre na medida em que parecemos estar acima das demais pessoas. Ninguém tem sucesso tem sozinho. Credite o seu às pessoas próximas e aos amigos, estes também, sempre perto. George, apesar da demora, aprendeu e nos passa isto através do filme.

Confira  o trailer e vá ao cinema!

LClarindo, que é hábil com as palavras!

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